Inquérito sobre assédio por parte de radialista é encaminhado à justiça no Maranhão

Samir Ewerton é acusado de assédio sexual por várias mulheres durante supostos processos seletivos para empresas de comunicação. 

De acordo com a delegada da mulher em São Luís, Wanda Moura, está comprovado de que o radialista Samir Ewerton cometeu assédio a várias mulheres que fizeram denúncia contra ele alegando terem sido assediadas sexualmente.

Samir é acusado de oferecer oportunidades de emprego em troca de sexo. O caso veio à tona após uma transexual divulgar em seu blog pessoal que Samir estaria fazendo teste do sofá para recrutamento de jornalistas.

Transexual Lohanna Pausini denunciou primeiro o caso em seu blog pessoal. 

Dias depois, uma jornalista expôs nas redes sociais conversas com mulheres diferentes em que o radialista propõe sexo enquanto conversava sobre propostas de emprego. Segundo a delegada, o caso já foi encaminhado à justiça.

“Ele (Samir) foi ouvido ontem (14). Ele negou, mas está comprovado de que foi ele quem mandou aquelas mensagens. Inclusive, ele apresentou o celular que ele usava na época e encaminhei para perícia. Eu relatei que ele teria assediado aquelas mulheres e mandei para a justiça. Agora é aguardar a apreciação do Ministério Público e posteriormente da justiça”, declarou a delegada. 

Conversa entre Samir e uma das mulheres que alega ter sido assediada enquanto tentava conseguir uma vaga de emprego (parte 3). 
Conversa entre Samir e uma das mulheres que alega ter sido assediada enquanto tentava conseguir uma vaga de emprego (parte 2).  

No dia 08 de fevereiro, Samir Ewerton contou que teria perdido o celular e que as mensagens não foram escritas por ele. Para a delegada Wanda essa versão não se sustenta porque ele mandou mensagens no mesmo período em um grupo de trabalho.

“A versão que ele apresenta não se sustenta, de que num período entre 4 a 7 de fevereiro estaria sem celular porque teria perdido e depois recuperado. Isso porque nesse mesmo período ele mandou mensagens em um grupo de trabalho. Então se esse celular estivesse perdido, quem teria pegado não teria como ter as informações que estão lá. São informações pessoais, do trabalho dele e que outra pessoa não teria acesso. Só ele mesmo”, explicou.

Denunciaram Samir na Delegacia da Mulher 10 mulheres que, segundo a delegada, apresentaram prints com conversas parecidas, em que ele oferecia oportunidade de emprego em troca de favores sexuais.

“Algumas estagiárias falaram que ele realmente costumava ter esse comportamento de assediador, que elas evitavam sair da sala até para ir ao banheiro ou tomar água com medo de cruzar com ele pelos corredores porque sempre que ele via, elogiava. Costumava mandar mensagens no whatsapp em horários inapropriados; ou muito cedo ou muito tarde da noite”, afirmou a delegada.

 Fonte : G1MA

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